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How Everything Changed?

How Everything Changed?

16
Set17

Por entre as paredes que escondiam-me| Capítulo 4

3 dias…

Entrei naquela casa um tanto desconhecida, com passos meio a medo, não sabia o que fazer e como comportar-me. Sabia que se olhasse bem fundo para os olhos do Jonh ele daria-me o conforto que precisava e assim o fiz. Aquele olhos bem fundos castanhos, diziam-me sempre tudo o que necessitava. Amava-o como nunca amei ninguém, mas tinha medo…

A mãe do Jonh logo dirigiu-me a cozinha era uma senhora com mais ou menos 40 anos, envergava um avental e um vestido por baixo. Ela era assistente num banco, logo pôs-me á vontade. Apenas perguntei pelo irmão do Jonh:

- Jonh, o teu irmão, o Sthepen?

-Ele está só a acabar umas coisas na escola, ele já vem para casa, Rita.- disse desta vez a mãe dele com um sorriso no rosto dando-me uma festa no cabelo.

Não sabia porque o tinha feito, porque tinha tentado morrer, sabia que tinha causado uma aflição enorme a toda a gente, as pessoas que poderia chamar de família… Sabia e sei que ás vezes fico farta de tudo, que não aguento, que gostava de perceber porque não posso ser amada por uma família como todos são… Custa tanto…

Estava distraída com os meus pensamentos, quando o Jonh tocou-me no ombro dizendo:

-Rita está tudo bem? Sentes-te bem?

- Sim, Jonh…- respirei bem fundo- Estava apenas a pensar em tudo.- disse-lhe desta vez com um sorriso no rosto.

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Estava deitada no colo do Jonh, quando aquele luar aprofundou-se na sua pequena varanda. Ele estava sentado e eu deitada no seu colo ele mexia-me delicadamente no cabelo. As estrelas brilhavam, suficientemente para iluminar o céu e a lua estava em quarto minguante. Ele tentava adormecer-me mas eu estava bem, mas ele não conseguia parar de se culpar por tudo… Ás vezes percebo que se realmente mereço alguém, só faço todos sofrerem por mim…

- Rita, meu amor. Achas que posso ir dormir? A minha mãe já preparou-te o sofá está lá tudo para ires dormir. Mas ainda não queres pois não?- disse ele olhando com um brilho enorme pelas meus olhos.

-Não, ainda não apetece-me ir dormir, Jonh…- disse eu retribuindo-lhe um sorriso.

-Então eu vou buscar-te um livro para entreteres-te, depois tranca a porta Rita.

Depois de três minutos quatro passados ele apareceu na sua varando com um exemplar do romance “A última melodia” de Nicholas Sparks. A maãe dele gostava muito deste autor e também gostava de ler, por isso até calhou bem. Ele deu-me um beijo na testa mas eu puxei-lhe dando-lhe um beijo delicado na boca. os seus lábios eram macios e suaves. Parece que ás vezes ele tinha medo de beijar-me…

 

Por entre aquela noite cerrada, não sei quantas horas teriam passado até quando ele deu-me o livro e embrenhei-me na sua leitura. Sei que quando senti uma mão no ombro o livro marcava as suas primeiras 75 páginas lidas. Só podia ser uma pessoa e eu queria estar com ela…

Olhei bem fundo para aqueles olhos verdes que tranquilizavam-me e disse-lhe:

-Podes sentar-te Sthepen.- disse eu com um sorriso no rosto

Ele era de poucas palavras eu sabia-o, por isso apenas sentou-se no lugar que antes foi ocupado pelo Jonh, perguntando-me:

-Como sentes-te? Rita… Porque foste fazer aquilo?! Porque!- disse ele com um tom de voz mais alto que o seu costume mas fitando bem os meus olhos…

Eu apenas sentei-me com as pernas a chinês e virei-me para ele dizendo-lhe:

-Eu… Eu não sei… Eu já estava tão farta de ver toda a gente com a sua família bens e eu a chorar a cada noite que passava naquele orfanato… É tão difícil, Sthepen!- disse eu com as lágrimas a ameaçarem a sair

-Está tudo bem Rita, está tudo bem nada vai-te acontecer está bem?- sussurrou-me ele no meu ouvido enquanto abraçava-me fortemente. Eu confiava nele, confiava nas suas palavras…

-Porque tu nunca estás em casa, porque “Save me”?- disse eu quando já estava mais calma mas os braços dele ainda reconfortavam-me.

-A vida é difícil Rita, demasiado difícil, eu sou o mau da fita de toda está história, tu sabes isso sentes isso… Mas estás comigo porque o mal atraí sempre todos eu sou só um brinquedo nas mãos do mal…- disse ele com um olhar sincero, bem sincero…

-Tu não és o mal, tu és tão… Tão bondoso, salvaste-me agora deixa-me perceber. Porque “Salve me”- disse eu tocando no seu peito perto do seu ombro onde a tatuagem estava.

Ele respirou bem fundo, parecendo que raciocinava cada palavra que poder-me-ia dizer e pronunciar, não sabendo o que fazer, respirou novamente fundo e desabou:

-Eu preciso que alguém salve-me, como todos precisamos! Preciso que alguém faça-me quer viver, eu encontrei tanta luz em ti! Mas eu não posso ter-te não posso! Preciso que alguém faça me esquecer tudo o que fiz no meu passado, preciso!- ele apenas neste momento estava a tentar desabar tudo dentro de si e eu não estava a conectar todas as peças- Não posso ter ninguém porque posso magoar alguém, não posso conviver, tenho de ser assim simplesmente. Ok?! Rita! Eu não sou como o Jonhzinho, não o só!- disse ele levantando-se indo até a porta, pondo a mão na maçaneta eu apenas disse-lhe:

 

- Abraça-me, por favor.- disse eu quando ele simplesmente foi até mim e abraçou-me fortemente.

-Sthepen está tudo bem, acredita em mim está tudo bem, tu não és o mau da fita, não tens mal dentro de ti, está tudo bem!- ele fitou os meus olhos, eu finalmente senti que ele acreditava em todas as palavras que pronunciava.

-Desculpa Rita, mas eu preciso do fazer…- disse ele descendo aqueles degraus e deixando-me ali sozinha…

 

O que acham que vai acontecer com o Sthepen?

O que acham que vai acontecer? Com o Jonh e o Sthepen e a Rita e os dois irmãos?

Espero que tenham gostado,

Beijinhos da Only one Girl

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