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How Everything Changed?

How Everything Changed?

19
Dez18

genuíno

O que rodeava aquela menina, o que ela via pelos seus olhos, mesmo que o mundo tivesse um pouco de dor. Havia sempre uns braços que a rodeava e protegiam de tudo, mesmo o amor era mais fácil. Eu não sei, não sei o que cresceu naquela menina, se foi apenas os seus olhos e o modo como ela via as coisas. Mas tudo, mudou. E está frase nunca fez tanto sentido.

Os cabelos tão mas tão escuros daquela pequena menina mudaram, eles encaracolaram, ela poderia ter se tornado mais bonita, mas consciente de si e da sua presença. Mas ao encaracolar os seus cabelos, tanto mudou, aqueles braços que estavam sempre ali a rodeia-la simplesmente desapareceram. Aquela menina cresceu, e ela sabe que ainda tem muito para aprender, mas aquela facada da pessoa que ela queria simplesmente que a protegesse, fui tão mas tão dolorosa.

Aquela menina tentava ver o mundo de um forma diferente, mas agora ela já não sabe mais encontrar o encanto do mundo. Ela sabe que o mundo tem muito encanto, mas tem simplesmente medo de arriscar, de dizer a verdade, de ser ela.

Esta menina, que hoje habita em mim, que se rodeia das suas saias e vestidos e expressa quem é, ela ainda tem muito da menina que era. Mas os cabelos dela agora são encaracolados, os collants são apenas pretos agora e ela já não está sempre a sorrir. Para ela já é difícil sorrir tão genuinamente como antes, é difícil porque apesar de aquela menina puder estar magoada, era tudo tão diferente... 

11
Set18

...

Aquele campo que eu navegava em pequenina, em que as ervinhas e flores chegavam-me a cintura. Neste presente desapareceu, já não há flores, aquele campo já não guia-me para o meu destino, aquele pequenino campinho desapareceu, por entre o meu subconsciente. Já não sonho com ele, apenas com as minhas inseguranças... Aquele campo pequenino, em que me sentia incorporada, já não existe. Com este campinho foi tanto de mim, que desejava recuperar. Mas a maior questão, é que ele não está desaparecido dentro de mim, ele fui-se. Como tanta coisa na minha vida, tal como a forma como as palavras fluiam tão bem. Eu sabia que aquelas pequenas ervinhas, se errasse iriam se estende-se para eu não cair no precípicio e simplesmente desaparecer. Mas a questão é que é isto que me está a acontecer. O precípicio é tão grande e simplesmente a queda não acaba, as aprendizagens e consequências não vem. Preciso que aquelas ervinhas se estendem de novo, mas não tenho forças para que isto aconteça. Toda a força se fui e eu simplesmente não consigo mais construir aquele lugar, que suportava-me sempre. O meu corpo não tem forças para isso, simplesmente caiu, em busca que as palavras me fluíssem tão bem como antigamente. Que isto não tivesse desaparecido, está inspiração, este bocado de mim. Mas por mais que tente resgatar, por mais que tente colocar todas as minhas forças. Eu sinto que não é o suficiente, que desta vez não irei conseguir mais resgatar aquele lugar. 

I miss it so much,but I lost it.

03
Set18

Volta...

Pega-me na mão e diz-me que vai tudo ficar bem, eu preciso que os teus olhos reencontrem os meus, transmitindo-me o amor que o meu coração anseia. Eu anseio cada dia, o som da tua voz novamente, mesmo uma palavra, para ela conseguir ecoar esta palavra e tê-la bem no meu peito. Eu anseio-te todos os dias, que simplesmente me abraces e agarres fazendo-me esquecer toda a dor que está presa. Que os teus olhos entendem tudo o que eu não consigo expulsar. Só tu me deixas ser as ondas do meu mar, sabes como expulsar toda a dor em mim e eu só te queria aqui perto de mim novamente. Para dares voltamente vida a este mar que abandonaste há tanto tempo, ele tenta reproduzir o suspiro da tua voz e a cor dos teus olhos sobre as suas aguas, mas tudo parece não ter força para viver sem ti.

01
Set18

Uma doença, sim, FIBROMIALGIA. Mas seria isto que gostava de encontrar na net. Uma real história

Não há rumo, não parece haver um destino a perseguir as minhas mãos, tudo parece à deriva. Tal como as ondas do mar, são livres mas há um mistério nelas, um rumo, para tanta ruína que exercem. Não sei o que está a desfazer-se pelas minhas mãos como a areia. Se é um passado pela qual está a ser finalmente libertado. Ou esta sensação é apenas uma farsa e por entre estas, as doces sombras empurram-me ainda mais para o fundo.

Parece que perdi tudo, o meu chao desapareceu de um momento para o outro aponderando-se a dor entre mim. Uma dor que não é minha, poderei estar muito quebrada, mas é uma dor escura, que nunca uma pessoa pode apenas sentir. Há momentos onde parece tudo bem, que a dor é suportavel, mas apenas por uns instantes. Na realidade, os passos tem de ser sempre cuidadosos, porque nunca sei quando a dor se irá aponderar e tudo em mim ceder. Ceder as ondas do mar, mas a realidade é que estas ondas são tão sombrias, são tão indiscrítiveis. Ensinamo-nos a dar valor a puder apenas dar um passo sem dor, ou mesmo com ela. A puder mexer o doloroso corpo. 

Estas marés que se aponderam por vezes ensinam, a dor valor, a perceber que não é grave, a entender que por onde as sombras estão nada irá quebrar, que é uma questão de aprender a suavizar aquelas sombras. Sombras que se me escolheram, a razão é para aprender-se algo.

As doenças são más, mas esta apenas magoa-te, não te mata, não te leva a ter de ser operada, esta ensina-te algo muito importante a recompensar que está a teu lado. Contigo, a perceber que és forte, que consegues superar, ensina-te que há coisas tão más... Apenas são umas sombras, eu sei na verdade vai magoar muito, vais querer ter medicação no teu corpo para tudo aliviar. Mas acredita estas pequenas sombrinhas, são inofensivas, é díficil mas tenta socializar, não fiques pelo sofá, ou cama. Tudo irá melhorar, ajuda-te a ti propria/o.

 

 

Sim, fui diagnosticada com Fibromialgia, era isto que gostava de ler na Internet, não que é uma doença crónica e que afeta tudo o corpo. Mas sim que é uma doença, que vai te fazer valorizar tanta coisa e vai te testar até ao último suspiro, com ou sem dor.

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