Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

How Everything Changed?

How Everything Changed?

11
Dez17

Conto de Natal- 1ª Capítulo

Fechei os olhos, todos os gritos que afogavam a minha mente, eu tinha de ser de capaz de abstrai-los, não conseguia-me concentrar no meio de tanto barulho. O coração doía-me, realmente, uma dor tão forte, tão potente.

-Filha, cuidado com o teu irmão- que estava as minhas cavalitas- João, querido mete a estrela de natal na árvore.- disse a minha mãe com delicadeza.

Ele conseguiu a por, mas mesmo eu estando a segurar-lhe as suas costas arquearam-se demasiado, se não fosse a minha mãe ele poderia ter-se magoado muito. Mas eu, eu não sabia o que mais fazer. Aquele ambiente naquela sala, estava escuro, faltava-lhe luz. Faltava-lhe algo que não encontrava. Quando dei o meu último olhar, antes de ir para o meu quarto. Via os meus pais com o meu irmão nos braços, os meus avós. A minha cadelinha e todas mais decorações.

Sentia-me como se tivesse partido algo, como se não era capaz de segurar algo nas minhas mãos sem o partir, o rachar… Os livros afogaram todos aqueles sentimentos, era dia 1 de Dezembro ainda tinha imensos testes. Na verdade, eu nem sou isto, este sofrimento, sou só uma rapariga que é boa aluna… Matemática, Biologia, Português, só tinha de esquecer todos, tudo…

Quando olhei novamente para o relógio, já teria de estar a dormir, não a matar-me. Rapidamente enfiei-me nos cobertores, tentando esquecer as mãos dele, as mãos dele, o barulho, o sofrimento…

-Eu não aguento mais, eu não aguento, não consigo…- disse eu gritando fortemente, toda eu tremia.

Não conseguia simplesmente relembrar aquilo que tinham feito-me, rapidamente a minha mãe já tinha chamado o meu melhor amigo que morava na casa do lado. Já estava muito barulho, muita luz, muita agitação…

-George… George….- disse eu não sei quantos minutos depois de ele estar a agarrar as minhas mãos e os meus braços.

-Sim, princesa… Tu estás aqui bem segura comigo- eu só queria que ele ficasse-me ali a acarinhar

-Fica aqui…

Rapidamente os meus pais e ele aceitaram, uma vantagem de ter um melhor amiga que a sua atração sexual não era o sexo oposto. Eu sabia que com ele podia estar segura, ele não iria-me tocar nem abandonar eu sentia-me realmente segura, quando ele beijou-me a testa e abraçou-me. As nuvens e tudo o que poderia sentir aponderou-se de mim.

Acordamos com o despertador que programara, 5:30 apontava. Abanei o tronco do meu melhor amigo e perguntei-lhe:

-Vens correr comigo? Preciso de desanuviar…- com um sorriso impossível para ele resistir

-Sim, deixa-me só ir vestir, também já tinha de ir correr para as provas hoje.- disse ele saindo da minha cama e deixando-me sozinha no quarto.

Eu sabia que podia estar segura com ele, sentia-me segura com pouca gente.

Rapidamente vesti os meus calções de desporto e as minhas calças largas da Nike. Vestindo uma sweart da Adidas com a minha t-shirt da sorte, sai calçando os meus tênis para o alpendre. Onde o George esperava-me calmamente com as suas calças cinzentas da Nike e sweart preta que lhe tinha dado.

Começamos a correr ambos em silêncio, pela beira da floresta que envergava a cor verde que garantia o selvagem ao coração da cidade. Ambos estávamos conectados aos nossos telemóveis, para sabermos os dados. Mas conectávamo-nos a nossa velocidade que pisava o chão e aos silêncios e sussurros da natureza.

Já tínhamos feitos alguns metros quando ouvimos alguém ou algo a gemer, perto da beira da floresta. Automaticamente, eu e o George paramos, dizendo-me:

-É perigoso Hannah,- disse-me ele com calma- vá lá, não sofras mais, por favor.- disse ele ouvindo os meus pensamentos.

-George, pode ser algo importante. Isto faz parte do objetivo da minha vida, o sofrimento, o medo, a dor, a tristeza.- disse olhando para ele agora com calma- Vá lá, vem comigo nada vai me acontecer contigo. O meu homem.- disse pegando-lhe na mão. Poderia afirmar que tinha o melhor amigo que poderia ser possível.

O som prolongado estava muito próximo do local onde estávamos, quando visualizei um rapaz agarrado a sua perna, parecia que tinha sido baleado. Rapidamente corri até ao local, abandonando a mão do George. O rapaz era um pouco mais velho que nós, deveria estar a atingir a maturidade, ele gemia, agarrado. Envergava um casaco e calças pretas. Quando cheguei-me perto dele, perguntei-lhe:

- O que aconteceu?- calmamente, tentando analisar de joelhos o ferimento.

-Eu… acho que foi baleado…- disse ele, a sua voz era doce mas estava fraca devido a dor e os seus olhos que se conectaram aos meus eram verdes.

-George liga para o teu pai e para o hospital, eu vou tratando disto como conseguir…- disse eu virada para o meu melhor amigo.

-Por favor… o hospital não, por favor…

-Tudo bem, tudo bem…- naquelas situações tinha aprendido que o melhor era fazer o que nós estávamos a pedir para não complicar a situação.

-George, acho que é melhor ires para o começo da floresta vou mexer em sangue…- disse para ele e ele percebeu. O meu melhor amigo tem um problema com sangue mesmo que queira ser atleta.

Passado alguns segundos ele disse-me:

- O que vais fazer-me?- disse ele a temer, reparara que os seus cabelos eram quase um preto meio acastanhado

- Tem calma, tu não queres que chame o médico, mas alguém vai ter de remover a bala. Eu quero seguir medicina e tenho um curso de algumas coisas básicas. Nomeadamente sei fazer isso. Agora vou precisar da tua colaboração está bem?- ele olhou-me meio desconfiado, mas depois sim é que acenou-me- Confia em mim, ok?

-Ok

Imagem relacionada

Está é a nova história, que ontem vós tinha falado, espero que gostem.

O que acham e sentem que vai acontecer?

Beijinhos da Only one Girl

2 comentários

Comentar post

Mensagens

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D