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How Everything Changed?

How Everything Changed?

14
Dez17

Conto de Natal- 2ª Capítulo

Depois de ele ter prenunciado este consentimento, apertei melhor o meu cabelo tirando um ganho bem forte que tinha, que acho que é o suficiente para estrair a bala, tirando na minha sweart e rasgando um pouco para cortar a circulação e de modo a não doer tanto. Lavei as mãos e desinfetei o gancho no pequeno riacho que existia. Cuidadosamente, tive de pedir-lhe para tirar as calças, apenas porque era demasiado justas e fiz a maior pressão com a fita que anteriormente cortara. Com o gancho que tinha forte, pós nos dois extremos e empurrei. Os seus gritos de dor eram ouvidos e com razão, a bala estava um pouco enterrada mas felizmente era muito pequena. Tentei fazer um curativo com a restante sweart e ajudei-lhe a vestir as suas calças. O George rapidamente ajudou-me a leva-lo até a minha casa e ao meu quarto, já que os meus pais já não estavam em casa. Ele não disse nada o caminho inteiro, mesmo com a força que ambos estávamos a fazer para suportar-lhe. O dia começou a amanhecer, o George deixou-nos sozinhos enquanto foi fazer um chocolate quente. Estava sentado no meu quarto, eu perguntei-lhe:

-Vais dizer-me o que aconteceu, preciso de saber…- disse eu enquanto foi a minha casa de banho buscar coisas para realmente tratar aquele ferimento.

Quando voltei ele estava com a cabeça baixa e a contar algo, na sua mão, eu pedi-lhe novamente para tirar as suas calças para conseguir fazer realmente o curativo. Ele tirou e começou:

-A minha mãe sofre de violência doméstica por parte do meu pai,- ele começou por dizer enquanto destapava a ferida e começara a por betadine- ele, hoje de madrugada estava completamente bêbado e simplesmente começou a quer bater na minha mãe...- eu assenti puxando o cabelo para trás e prendendo-o, comecei a por a pomada e os processos que nós deram no curso.- Eu não conseguia simplesmente estar mais ver aquilo sem comentar…

-Meteste no meio e o teu pai deu-te um tiro?- disse eu presumindo enquanto tapava-lhe a ferida com uma compreensa.

-Sim… Eu por favor, obrigado. Mas eu não consigo relembrar-me mais deste dia…- disse ele tentando-se levantado.

Eu ainda estava de joelhos e prendi-lhe a perna que estava boa e disse-lhe:

-Não podemos esquecer as coisas, mas sim aceitar.- foi quando o George entrou com o chocolate que ele rapidamente devorou. Eu esperei até continuar.- Não penses que sou uma mimada, porque não sou, podia não ter levado com uma bala na perna mas garanto-te já levei com uma no coração e ainda doi muito. Agora vais levantar a cabeça, assumir o que aconteceu. E o George vai contigo ao seu pai que é polícia e vais fazê-lo por ti e pela tua mãe.

Ele assentiu meio atordoado, eu quando começo a explodir ás vezes torna se difícil de controlar. Mas o George fez o que lhe disse, ele saiu da minha casa agradecendo por tudo. Se calhar nunca mais o veria, mas é bom ter a consciência limpa. Só conseguia deitar a minha cabeça na almofada e recordar tudo, doía tanto, parece que as recordações feriam o meu coração. Mas tinha de ir para a escola e rapidamente encaminhei-me para a casa de banho e arranjei-me.

A escola estava silenciosa em termos de luz e energias mas havia muito barulho, a iluminação escassa como sempre e as grandes muralhas de cacifos que escondiam os maiores segredos e casais de tudo o sempre.

Antes de encaminhar-me para a minha aula de Biologia, vim um rapaz coxo com o George, só podia ser ele… Eles vieram na minha direção e olhei para os olhos dele, perguntando:

-Como te chamas?

-Austin, Austin Luís- disse ele fitando os meus olhos e eu os dele, o seu apelido foi pronunciado com um sotaque colombiano

-Bem, vou para as minhas aulas…- Já não conseguia mais aguentar aqueles clima.

Todos me olhavam por falar com alguém que não o George, ele puxou o meu braço e sorriu-me agradecendo eu apenas esbocei um sorriso. Depois da aula de Biologia foi decorar a minha escola, com alguns miúdos mais novos que eu. Pusemos algumas estrelas a decorar a entrada principal. Ajudei-os a montar o presépio e por fim cantamos um pouco da música de natal da minha escola que já é de a muitos anos, como honra. Quando acabamos, vimos as estrelas iluminadas na fachada principal bem iluminadas e o presépio a dar uma beleza extrema a escola. Aquele presépio foi feito quando eu entrei no meu primeiro ano na escola e eu ajudei a fazer o menino Jesus. Já depois de todos se irem embora recordei todos os momentos, olhando para ele. Quando senti uma mão no meu ombro, virei-me.

-Eu não queria assustar-te desculpa, Hannah. Eu não queria ter-te magoado, perdoa-me. Sabes o quanto te amo. Lembraste de fazê-los juntos?- disse ele apontado para o presépio. Era o… Era o Gustav… Ele tinha-me, tinha-me… Agora está aqui assim…

Só sentia as lágrimas a ameaçarem-me sair, só sei que sai a correr da escola, pegando em todos os meus pertences. Corri, corri sem parar até ao parque onde sentia-me melhor. Um canto isolado. Eu tentava esquecer tudo, todas as recordações, de como ele me tocou. Como a fúria dele despiu-me, estava a sufocar quando pensava em tudo aquilo. Realmente, sentia os braços dele sobre os meus, sentia o tremer que vivi. Eu já não conseguia mais parar, pensar, sentir, só queria nunca mais viver aquilo, não ser mais tocada ou amada.

Senti umas mãos a puxarem-me a cabeça para cima e a olhar para os meus olhos. O George, ele estava ali, abraçou-me com uma força que precisava para acordar do transe. Só naquele momento percebi que realmente era muito tarde mesmo, já toda a cidade estava iluminada e começara o comércio de natal. Os braços do meu melhor amigo, aliviam tudo, ele conhecia-me, sabia-me onde encontrar.

-Obrigado…- disse eu ainda meio em choque olhando para os seus olhos azuis

-Está tudo bem princesa, está tudo bem…- disse ele carinhosamente beijando me a testa.

Ele caminhou comigo ambos abraçados até a minha casa, ninguém disse-me nada sobre ter chegado tarde. Apenas deixaram-me subir para o quatro. Não sabia o que se andava a passar comigo nem a razão de tudo isso. Precisava de um conforto que ás vezes não tinha, do meu melhor amigo, precisava de mais alguém…

Vesti a minha camisola com as mangas bem largas e umas leggins e depois de ter conseguido aliviar o que sentia foi ler um pouco para o meu alpendre com a minha manta pelas pernas e com o meu chocolate quente.

-Hannah… É assim que chamaste não é?- disse Austin

-Sim.- disse eu marcando a página do livro e dando-lhe neste momento total atenção.

- Salvaste-me a vida és uma miúda super corajosa, obrigado mais uma vez. Sinto que daquela vez não tinha agradecido como deveria. Agora diz-me, precisas de desabafar? Tens uma olheiras enormes e pareces tão triste, porque?

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Espero que gostem,

O que acham que vai acontecer?

Beijinhos da Only one Girl

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